Logo depois da colocação da prótese, a minha mãe sentiu dificuldades por dias e até semanas, em falar, mastigar e até mesmo em sorrir. O sorriso era mais a questão dela achar que as pessoas estavam olhando para ela e percebendo que ela estava com uma prótese. Na verdade, mostramos para ela que o sorriso dela estava tão natural quanto antes, sem a prótese. Porém, agora mais bonito, mais agradável, mais gostoso de se ver. Ela percebeu isso e com o tempo ela foi se sentindo muito mais natural. A questão da alimentação, a gente trocou alguns alimentos que eram mais duros por alguns mais macios. Alteramos também a forma de preparo desses alimentos mais duros para que ela ficasse mais confortável na hora da mastigação. Na questão da fala, o dentista passou alguns exercícios, entre eles a simulação da mastigação. Então, nessa simulação ela sentiu quais eram os movimentos que mais incomodavam na hora da mastigação e até mesmo na hora da fala. Alguns movimentos, na hora da fala dela, ela travava a palavra e não conseguia falar. Com esse exercício ela acabou descobrindo quais eram esses movimentos e foi trabalhando. A gente trabalhou junto com imagens em frente ao espelho. Então tanto ela quanto eu, a gente fazia os mesmos exercícios e detectava onde é que precisaria ser alterado. Talvez um movimento mais suave, mais leve, mais devagar. Então, eu acho que o importante foi ela sentir que aquele exercício, apesar de ser passado para ela, beneficiou não somente a ela, mas também ao filho dela.